A INVISÍVEL COMPANHIA DE TEATRO:

Ana Antunes, Arnaldo Ferju, Carol Morais, Cícero Rosa, Daniela Beny,
Marco Antonio de Campos, Marluce Costa, Maurício Ebbers do Monte e Udson Pinheiro

INFORMAÇÕES E CONTATOS:
invisivelcia@hotmail.com



domingo, 22 de abril de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Invisível para além dos palcos

por Daniela Beny

Curso COMPONDO A CENA
Estamos sem postar nada desde o final do ano passado, pois bem, vale a pena fazer uma breve retrospectiva do mês de Dezembro de 2011 e falar um pouco do que já vem acontecendo agora em 2012, mesmo que devagar e com calma.
Em Dezembro tivemos duas atividades que movimentaram bastante nossas ações de final de ano, a primeira delas foi o curso COMPONDO A CENA, promovido pelo SESC/AL na cidade de Arapiraca, eu considero como uma ação de fundamental importância pela interiorização e a promoção de intercâmbio dentro das artes cênicas, pois contamos com participantes de Arapiraca, Taquarana e Palmeira dos Índios, indo desde de grupos já formados e premiados, até jovens estudantes do ensino médio iniciando agora suas atividades teatrais. Ações assim, reforçam a necessidade por acesso e formação em artes - no geral - nas cidades do interior. A produção existe, a vontade de estudar, compartilhar também, mas faltam mecanismos públicos e privados que proporcionem essa interação, salvo ações promovidas pelo SESC/AL.

"A Cor da Chuva"
luz de Arnaldo Ferju

Outra ação importante foi a finalização do projeto QUINTAS NO ARENA, promovido pela DITEAL, com as últimas apresentações do espetáculo A COR DA CHUVA. Depois de muitas modificações voltamos ao palco que originalmente foi experimentada a primeira cenografia e ideias de iluminação cênica. Com esta apresentação podemos finalmente fazer um balanço de erros e acertos quanto à montagem e podemos chegar a conclusão [óbvia, mas uma conclusão], que a efemeridade do teatro tem que ser o agente de transformação, que essa inconstância é o que nos provoca a criar e descobrir elementos que venha a somar em nosso trabalho como artistas e profissionais.


Em 2012, nossas atividades ainda se mantem em standby, uma vez que nossos componentes estão envolvidos em atividades paralelas, tanto profissionais quanto acadêmicas, e justamente no campo acadêmico que surgiu uma ótima oportunidade de difusão de nossas pesquisas, agora em Abril participei da 3ª Jornada de Pesquisa em Artes Cênicas promovida pela UFPB na cidade de João Pessoa, apresentando o material "Dramaturgia Maceioense do Século XX"  desenvolvida em 2009 como projeto de iniciação científica pela UFAL. Mesmo sendo uma atividade individual e uma pesquisa particular, considero como parte fundamental do que estamos desenvolvendo dentro da Invisível, a soma de saberes individuais para a composição de um trabalho coletivo e comprometido. A aceitação deste trabalho dentro do evento foi bastante positiva, uma vez que provocou o questionamento da forma com que a academia se relaciona com a criação dramatúrgica fora dos muros das universidades, pensar num mapeamento que vá além de informações como nome, data e obra, mas que seja tratado como um registro sócio-histórico.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Curso COMPONDO A CENA em ARAPIRACA


Após duas semanas que passaram rapidinho, neste fim de semana estaremos novamente em Arapiraca, agora para ministrar uma oficina dentro do Curso COMPONDO A CENA promovido pelo SESC/AL unidade Arapiraca, esta será uma ótima oportunidade de dialogar e intercambiar técnicas de teatro, uma vez que apresentaremos possibilidades de treinamento de ator/atriz. Confiram a programação e até lá!

Curso COMPONDO A CENA
Com Daniela Beny e Elizandra Lucca.
Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.
(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)
Local: SESC Arapiraca - Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Visando a introdução técnicas teatrais e a reciclagem no treinamento de Ator o SESC Alagoas realiza o curso COMPONDO A CENA na cidade de Arapiraca. Os encontros contarão com uma breve explanação sobre a linha do tempo teatral, contextualizando os principais períodos históricos e explorando as linhas dos grandes teóricos. Utilizando como base técnicas de Viewpoints e treinamento de Koshi serão apresentadas as possibilidades de preparação do ator/atriz, criação de cenas com base no improviso e construção da dramaturgia do ator/atriz pautada no seu repertório artístico-corpóreo-vocal e em suas vivências cotidianas.
O curso também trará os processos de montagem, comentando as etapas de composição artística da obra com apontamentos relacionados à dramaturgia e opções estéticas. Através da investigação e da experiência as aulas visam levar os atores/atrizes a partir do treinamento do corpo e da improvisação á composição da cena. Compreendendo o compor como: formar de várias partes; constituir; arranjar; dispor; produzir; fazer; refazer; escrever. Propondo um estudo prático aonde o participante irá por meio da ação perceber seus impulsos e criar espontaneamente e conscientemente um repertório extra cotidiano de ações, vivências e dramaturgias e realizadas na cena.

DANIELA BENY – atriz, dramaturga e produtora da Invisível Companhia de Teatro, graduada em Teatro pela UFAL, vem desenvolvendo pesquisas de treinamento do ator e dramaturgia desde 2008 quando participou do projeto de residência artística GEOGRAFIA DA PALAVRA promovido pela FUNARTE/SP, além de participação em cursos de Viewpoints promovido pelo Lume/SP e do Seminário de Antropologia Teatral em Buenos Aires, ministrado por Ana Wolf (Odin Teatret/Dinamarca). Dentro da vivência acadêmica esteve envolvida nos projetos acadêmicos de pesquisa “Dramaturgia maceioense do Século XX” pela UFAL, sob orientação do prof. Dr. Otávio Cabral e componente do grupo de estudo NACE Núcleo Transdiciplinar de Pesquisa em Artes Cênicas e Espetaculares pela UFAL/UFRN, sob orientação da profª Drª Nara Salles.


ELIZANDRA LUCCA – Possui Formação Pós-Médio - Técnico no Curso Formação do Ator pela Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) portando o Título de Atriz. Graduação em Artes Cênicas - Licenciatura - Pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós-Graduação do Curso de Especialização no Ensino da Arte: TEATRO, pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenadora de Bolsistas de outra natureza - Projeto Aqui(n)ta Cultural - UFAL. Atuante como Pesquisadora nas Áreas de Crítica, Dramaturgia, Licenciatura, Direção e Interpretação. Pesquisadora em Artes Cênicas pelo NACE. Prêmio pela UFAL - Universidade Federal de Alagoas - em Excelência Acadêmica como Orientadora, com o trabalho: Grupo de Pesquisa em Performance.


SERVIÇO:



Curso COMPONDO A CENA

Dias 03, 04, 10 e 11 de dezembro de 2011.

(Sábados das 14h às 18h / Domingos das 09h às 18h)

Inscrições Gratuitas – 25 vagas.

Local: SESC Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges – Arapiraca, AL)

Informações: 3482-2400

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nossa apresentação em Arapiraca

 por Daniela Beny
Bate-papo após o espetáculo
Com muita felicidade eu posso dizer que participei do 1º Caboré Cine-Teatro do SESI Arapiraca, posso dizer sem sombra de dúvidas que o Teatro do SESI Arapiraca é a melhor sala de teatro de Alagoas, tanto pelos equipamentos quanto pela acústica e pela equipe para montagem e assistência no que precisamos. Quero parabenizar Moab pela iniciativa em promover um evento desta importância, pois proporcionar ao público o diálogo entre linguagens em cima de um tema central fortalece as artes como um todo, além de criar a motivação na investigação temática. 

Falando em troca, um dos grandes pontos da nossa apresentação foi o bate-papo com a plateia - basicamente formada por profissionais de teatro - depois do espetáculo, como toda experiência artística a troca de informações, impressões e técnicas é o que motiva novas criações ou pelo menos instigam no questionamento daquilo que está sendo produzido, de algum modo essa conversa já serviu como uma espécie de sondagem do que podemos intercambiar daqui duas semanas durante o curso COMPONDO A CENA, promovido pelo SESC para iniciação e reciclagem de teatro em Arapiraca.

Depois desta apresentação e da nossa circulação pelo interior no início do ano, percebo o quanto temos a necessidade de descentralizar o acesso ao teatro, sei da dificuldade de formarmos plateia em Maceió e o quanto isso se reflete também noutras cidades, mas temos que pensar que todos lugares tem direito ao acesso de qualidade aos mecanismos culturais, sejam eles possibilitados pelo sistema S, iniciativa privada, Estado e Município ou através dos próprios grupos. Por mim daríamos um tempo em Maceió e buscaríamos outros horizontes e paisagens, isso é enriquecedor tanto para quem circula quanto para quem mora nestas cidades.

Poucos instantes antes de entrar
em cena

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um pouco sobre o processo de A COR DA CHUVA

foto Estúdio Máquina de Ideias
por Daniela Beny
Podemos considerar que o espetáculo A COR DA CHUVA passou por três processos de montagem muito distintos, dada as circunstâncias como o mesmo foi estruturado e pensado inicialmente.

Ao inscrevermos no Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas pretendíamos que a montagem fosse voltada para palco italiano, porém, por uma exigência do edital a circulação ter que contemplar outras cidades, tivemos que adapta-lo para espaços alternativos, saindo assim do conforto do palco para o desafio de estarmos em cena em “qualquer” lugar.

Nesta primeira etapa trabalhamos com exercícios de consciência corporal e noção de espaço, um desafio para o grupo que, a princípio, mesmo contando com profissionais experientes, ainda não tinham experimentado a possibilidade de explorar esse espaço cênico. Como opção estética pusemos em primeiro plano a dramaturgia e a visualidade do espetáculo, que mesmo contando com a iluminação dada através de um equipamento básico e sem muitos recursos técnicos conseguiu suprir nossas necessidade num primeiro momento.

Como treinamento para o ator, foram trabalhadas técnicas de improviso e jogos com base em exercícios corpóreos para atletas, num primeiro momento este treinamento mostrou-se de fundamental importância por permitir um condicionamento físico aos atores, o que mais tarde facilitou as outras etapas dos ensaios. Neste ponto ainda estávamos procurando uma identidade corporal para as personagens, buscando uma animalidade primitiva que, passado para outro estágio ficou como base de pesquisa, mas não mais colocado em cena.

Consideramos como segunda etapa do treinamento nosso acompanhamento pelo GESTO (Grupo de Estudos Teatrais Orientados) pelo SESC/AL, que com orientação pedagógica do professor Aramís Correia, alguns questionamentos foram apontados, nos fazendo reconsiderar as opções inclusive de treinamento, sendo assim, o trabalho do ator começou a ser mais esmiuçado tomando como ponto de partida dois métodos de trabalho: Viewpoints e Koshi – o primeiro focado na relação ator/espaço e o segundo focando na preparação vocal.


Estas duas técnicas só foram trabalhadas nesta etapa do processo por causa da apropriação e reconhecimento das mesmas como viáveis para o desenvolvimento dos atores, aqui chegamos no momento de conciliar teoria e prática, além de somar elementos que já existiam anteriormente. Uma das nossas preocupações está justamente em somarmos experimentos e vivências particulares com o que está sendo posto ao grupo, não ignorando as referências de cada um dos componentes nem sua experiência teatral anterior.
 

A partir deste ponto é possível dizer que passamos a ter mais clareza de nosso trabalho, uma vez que foi estabelecida uma metodologia de trabalho onde o treinamento do ator com foco na consciência corpóreo-vocal viria a dar sustentação ao que a dramaturgia estava oferecendo.

A terceira etapa de nosso trabalho teve início a pouco tempo, onde nos debruçamos sobre o texto com a finalidade de torna-lo mais acessível, com cortes e substituições de algumas palavras do texto, dando assim maior apropriação aos atores que com um texto mais palatável se sentem mais livres para a criação e proposta de marcações cênicas.

A Cor da Chuva sempre será nosso objeto de estudo por se tratar da primeira direção de Daniela Beny e pela possibilidade de intercâmbio de informações dentro do próprio grupo, pois cada componente possui formações bem específicas o que acaba convergindo para o trabalho do grupo.